Governo estuda dobrar número de convocados para Forças Armadas

Segundo o Ministério da Defesa» o recrutamento será direcionado aos grandes centros urbanos e às camadas sociais mais vulneráveis;» as Forças Armadas oferecerão, por meio do Projeto Soldado Cidadão, do MD, um programa de treinamento profissionalizante enoções de civismo e cidadania a jovens de 18 anos» o Ministério da Defesa pretende desenvolver os cursos profissionalizantes em parcerias com o Sesi, o Senai, o Sebrae e o Sesc; entre os cursos a serem oferecidos estão os seguintes: Telecomunicações, Automobilística, Alimentícia, Construção Civi, Artes Gráficas, Têxtil, Eletricidade, Comércio, Conservação e Zeladoria, Informática e Saúde» a expectativa é de que a incorporação dos novos recrutas ocorra em maio e que os cursos profissionalizantes e as aulas de civismo e cidadania sejam iniciados no segundo semestre de 2004.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o Governo Federal estuda a possibilidade de as Forças Armadas dobrarem o número de recrutas a serem convocados anualmente no País. A intenção, disse o presidente, é que, em vez de convocar 50 mil recrutas, o Exército requisite 100 mil jovens. ?Queremos pegar 50 mil a mais desde que o critério de escolha seja o de convocar adolescentes dos grandes centros urbanos, que estão mais perto da violência e do narcotráfico?, afirmou. De acordo com Lula, esses jovens serviriam o Exército de uma maneira diferente da dos recrutas tradicionais. ?Eles iriam aprender uma profissão e sair das Forças Armadas com mais chances de emprego?, explicou Lula, durante evento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), em São Bernardo do Campo. Ainda segundo o presidente, até a próxima quarta-feira essa possibilidade deverá estar definida pelo governo. Lula comentou também, que o Ministério da Defesa estuda uma parceria com outros órgãos, para que outros 100 mil jovens aproveitem a estrutura das Forças Armadas para receber treinamento profissional. ?O Ministério da Defesa e o comandante das Forças Armadas estão estudando também essa possibilidade. Mas é preciso avaliarmos se o Exército tem estrutura para receber esses jovens?, afirmou o presidente.

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