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Governo está seguro no caminho da transição, reage Dirceu

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse há pouco que vai analisar o documento dos economistas com críticas à política econômica do governo e sugestões de mudanças, mas ressaltou que o governo está seguro no caminho da transição que está realizando. Segundo ele, a idéia de controlar o fluxo de capital, de reduzir juros, de reduzir o superávit primário, proposta no documento, já demonstrou, em outros momentos, resultados trágicos. "Nosso governo, quando reduzir juros, vai reduzir para ficar reduzido. Não é para fazer uma bolha", afirmou. Ele citou o Plano Cruzado, em que não foram tomadas as medidas necesssárias no momento adequado e, em conseqüência, o País viveu anos com a economia desorganizada. "O controle de fluxos de capital, neste momento, com a redução do superávit, não é o indicado", sentenciou. Dirceu afirmou, ainda, que o governo trabalha para criar uma situação para redução dos juros e aumentar os investimentos públicos.Segundo ele, a questão do superávit e fluxo de capitais no País precisa ser analisada levando-se em conta que o Braisl tem uma dívida externa de US$ 400 bilhões e uma dívida interna de R$ 622 bilhões. "Nós temos que organizar a transição", insistiu Dirceu. "Com serenidade, vamos debater e discutir este documento", afirmou, ressaltando que considera legítimo o debate sobre a política econômica. Reunião com deputados estaduais do PTDirceu fez essas afirmações após participar de uma reunião nacional de deputados estaduais do PT que se realiza em Brasília. Aos parlamentares, segundo relato dele, Dirceu contou que falou da necesssidade de aprovação das reformas, sobre a segurança do governo com relação à política econômica e sobre as mudanças que estão sendo feitas. Entre elas, destacou a importância do Plano de Safra 2003/2004, anunciado ontem; a política de pesca, que será lançada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e mudanças na infra-estrutura do País e na política do BNDES. "Não podemos confundir a árvore com a floresta", afirmou. "O País não é só juros, política econômica, Banco Central. O governo está preparando o País para o crescimento, para o desenvolvimento". Não depende só da vontade, diz Dutra O ministro das Cidades, Olívio Dutra, afirmou hoje que, "se dependesse apenas da vontade", o governo já teria reduzido a taxa de juros. Dutra afirmou que as condições para que os juros caiam estão sendo criadas, mas que não vai defender sua queda individualmente. "Eu sou o governo, não sou um ministro falando isoladamente", afirmou. Sobre o documento do Conselho Econômico Social divulgado ontem, em que os conselheiros pedem a queda dos juros, Dutra comentou: "o conselho não é o governo". Olívio Dutra está no Rio, acompanhando da secretária de Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, participando na Favela Parque Royal da transferência do terreno da União para a prefeitura do Rio. Este é o primeiro passo para o processo de regularização dos lotes da favela. Dentro de cinco meses, os moradores do Parque Royal serão os primeiros a receber títulos de posse de seus terrenos. Leia sobre os pedidos pelas mudanças na política econômica e pela queda de juros no canal de Economia

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