Reprodução/Redes sociais
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Governo está na iminência de enviar reforma administrativa ao Congresso, diz Bolsonaro

Em live nas redes sociais, presidente voltou a afirmar que governadores têm responsabilidade pelo preço dos combustíveis

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 17h10

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira, 6, que o governo está na "iminência" de enviar a reforma administrativa ao Congresso Nacional. 

"Graças a este tipo de medida vamos avançando", disse Bolsonaro. Ele recebeu no Palácio do Planalto o ministro da Economia, Paulo Guedes, em reunião não prevista na agenda oficial.

O presidente disse que também iria discutir a reforma tributária com Guedes, mas não falou em data para envio ao Congresso da proposta. Bolsonaro fazia uma transmissão nas redes sociais após discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando o ministro da Economia entrou em seu gabinete. 

Convidado por Bolsonaro para participar da live, Guedes disse que o Brasil dará prosseguimento à agenda de reformas. "O modelo antigo levou à corrupção na política e estagnação na economia", disse ele. O ministro afirmou ainda que o Brasil "vai crescer" o dobro neste ano, comparado a 2019. 

Guedes declarou que, assim como Trump fez nos EUA, pretende diminuir impostos no Brasil, mas vinculou a medida às reformas. "Quando implementamos reformas, o que acontece é isso: com o tempo juros vão descendo, impostos vão começar a cair também", disse.

O ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e o superintendente da Zona Franca de Manaus, Alfredo Menezes, também participaram da live, a convite do presidente.

Combustível

O presidente voltou a afirmar que governadores têm responsabilidade pelo alto preço dos combustíveis. "Hoje a Petrobrás, mais uma vez, diminuiu o preço do combustível. Na bomba diminuiu? Temos de dar respostas a vocês. Não quero problema com governador, mas responsabilidade do preço alto do combustível, tem de ser apontada a responsabilidade disso aí", declarou Bolsonaro.

Mais cedo, o presidente reconheceu que os governadores devem dificultar a tramitação de projeto para mudar as regras do ICMS, mas que está disposto a enviá-lo ao Congresso mesmo assim. Ele disse que a proposta está pronta com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e que ainda mantém reuniões com o setor para ajustes.

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