Governo está consternado com destino da P-36

O ministro de Minas e Energia, José Jorge, disse hoje que o governo está "profundamente consternado" com o afundamento da plataforma P-36 da Petrobras, em Macaé, Rio de Janeiro. "É um baque grave no estado de ânimo da Petrobras e uma questão grave em relação à possibilidade de se atingir rapidamente a auto-suficiência na produção de petróleo, além do drama pessoal das famílias dos petroleiros que morreram no acidente", afirmou o ministro. Ele disse que não acompanhou pela TV as imagens do momento em que a plataforma afundou porque estava cumprindo sua agenda de compromissos, mas que está mantendo contatos, por telefone, com o presidente da Petrobrás, Henri Phillipe Reichstul. "Cabe a nós levantarmos a cabeça. A Petrobrás é uma grande empresa e símbolo da alta tecnologia que o Brasil apresenta para o mundo", afirmou. O ministro disse que o próximo passo é tentar restabelecer o mais rápido possível a produção dos poços que estão fechados. Ele acredita que a meta de se atingir a auto-suficiência na produção de petróleo no prazo de cinco anos ainda pode ser mantida, já que uma plataforma substituta poderá ser construída no prazo de dois ou três anos. Na opinião do ministro, o acidente pode comprometer as metas de produção deste e do próximo ano.

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