Governo enviou ao Canadá dados sobre animais importados da Europa

O ministro interino da Agricultura, Márcio Fortes de Almeida, afirmou que, embora o governo canadense não tenha solicitado informações sobre os 4.391 animais importados pelo Brasil da França e da Alemanha na década de 90, o Ministério também enviou informações referentes a esses animais. Segundo ele, as informações foram as mesmas encaminhadas anteriormente pelo Brasil ao Comitê Geográfico para Análise de Risco da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) da União Européia. Márcio Fortes disse que estas informações, contudo, estão tendo uma complementação integral agora. Considerando que à época que os animais foram importados não havia EEB na Alemanha e na França, o Brasil não possui um banco de dados completo sobre essas importações. Para atualizar o relatório enviado ao Comitê Científico da União Européia, desde o mês passado o Ministério pediu um rastreamento completo desses 4.391 bovinos - adquiridos para reprodução - às delegacias federais de Agricultura, secretarias estaduais e associações de criadores. Esses dados, que indicarão as condições de saúde dos animais, sua localização, quantos morreram ou não e, se mortos, onde estão enterrados, já foram recebidos pela Secretaria de Defesa Agropecuária e estão sendo tabulados. A intenção é de que as informações sejam concluídas ainda neste mês para serem encaminhados à reunião do Comitê da UE marcada para os dias oito e nove de março próximo em Bruxelas, na Bélgica. A expectativa do governo brasileiro é a de que estas explicações coloquem o País no grau de risco um (risco zero) pelo Comitê Científico da UE. Hoje o Brasil está no grau de risco dois (2), ou seja, "pouca possibilidade, mas não descartada" de ter a doença. O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, Luiz Carlos de Oliveira, disse que o Brasil foi classificado no grau dois, por enquanto, porque as informções sobre os animais da França e da Alemanda ainda não foram enviadas. Disse ainda que as explicações sobre os 179 animais importados do Reino Unido na década de 80, dos quais 97 ainda estão vivos e devidamente monitorados, já foram aprovadas pelo Comitê.

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