Governo encerra negociação e corta ponto de grevistas da PF

O governo encerrou nesta quarta-feira as negociações com os servidores da Polícia Federal, em greve há 37 dias, e anunciou um conjunto de medidas de retaliação ao movimento. A principal é o corte do ponto dos faltosos para desconto no salário já do mês de abril. O governo vai também pôr em prática um plano de contingência para substituir os grevistas e decidiu ainda pedir na Justiça a abusividade da greve e começar a contar tempo para demissão dos grevistas.Para o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, todas os recursos de negociação foram esgotados e os grevistas se mantiveram intransigentes. Escrivães, agentes e papiloscopistas da PF exigem um reajuste de 85% para que seus salários sejam equiparados aos delegados. Isso representa um custo adicional de R$ 600 milhões ao ano aos cofres públicos. O governo considerou a proposta inconstitucional e ofereceu 17% de aumento linear nos salários da categoria. Com a recusa da proposta, as negociações entraram no impasse.A determinação do governo é sufocar o movimento com o corte dos salários e o restabelecimentos dos serviços dos policiais por esquemas alternativos de substituição. "Tentamos resolver de todas as maneiras. Por isso, estamos retirando a proposta que havíamos feito e adotando as providências legais", anunciou o ministro. Os grevistas ameaçam retomar a operação-padrão nos aeroportos e outras formas de pressão.

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