Governo eleva teto de isenção da CPMF,mas PSDB acha insuficiente

O governo aumentou para 4.340 reais oteto salarial que poderá ficar isento do pagamento da CPMF, emum esforço para convencer o PSDB a votar a favor da prorrogaçãodo tributo até 2011. Os tucanos, no entanto, disseram que proposta ainda éinsuficiente para "seduzir" sua bancada no Congresso e exigemum novo aumento do teto de isenção, ou um cronograma de reduçãoda alíquota da CPMF, hoje em 0,38 por cento. "Consideramos a proposta um avanço, mas aindainsuficiente", afirmou o presidente do PSDB, Tasso Jereissati(CE), a jornalistas após reunião com o ministro da Fazenda,Guido Mantega. "Achamos que a questão da (desoneração da) CPMFdeve ser mais abrangente". Segundo a proposta do governo, os trabalhadores que recebematé 4.340 reais terão direito a uma restituição da CPMFincidente sobre o seu salário no momento da declaração anual doImposto de Renda.Para salários acima desse limite, haverá um desconto fixo novalor de 214 reais, também na declaração do imposto de renda. Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá(PMDB-RR), esses abatimentos resultariam em uma desoneração decerca de 2 bilhões de reais por ano. Na reunião entre Mantega e tucanos, o governo tambémreafirmou a disposição de conceder outras desonerações paraempresas, que juntas somariam outros 2 bilhões de reais. A proposta de reduzir a alíquota da contribuição paga pelaspessoas jurídicas ao Sistema S, no entanto, não entrará noacordo com o PSDB, disse Jucá. "Continuamos estudando o assunto, mas será algo mais parafrente", afirmou o líder a jornalistas. O PSDB se comprometeu a levar a proposta do governo paraser discutida na reunião de sua Executiva, que ainda serámarcada --o encontro previsto para a noite desta terça-feirafoi cancelado porque os tucanos entenderam que precisavam demais tempo para fazer uma avaliação "técnica" do assunto.

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