Governo e PT trocam acusações sobre invasão da fazenda de FHC

O secretário-geral da Presidência, ministro Arthur Virgílio Neto, desafiou os presidenciáveis a se manifestarem claramente sobre a invasão da fazenda da família do presidente Fernando Henrique Cardoso no fim de semana. Enquanto a oposição acusava a falta de uma ação preventiva do serviço de inteligência e setores do PT insistiam em responsabilizar o próprio governo pelo episódio, Virgílio cobrava a posição firme dos candidatos quanto à ação de ?bandidos que se guiam pelo PCC?.?Foi uma armação muito bem montada para prejudicar a candidatura do Lula e parte do movimento foi usada como boi de piranha?, disse o petista Paulo Paim (PT-RS).A acusação irritou o ministro Arthur Virgílio, para quem se discute o acessório com o objetivo claro de desviar da questão principal: o ato de banditismo. ?Como o povo tem que o direito de saber o que cada candidato pensa disso, o que o PT tem que dizer, às claras, é que não aceita esses métodos e rompe com o MST?, cobrou Virgílio. Ele diz que a afirmação de Paim é tão ?leviana?, quanto afirmar que o petista faz sua armação todo ano, ao propor um salário mínimo impossível. Mesmo tendo considerado a invasão absurda, o deputado Paim responsabiliza o governo, salientando que, não fora uma armação, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não teria conhecimento da ameaça há 20 dias e a porteira da fazenda não estaria aberta.

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