Governo e professores em greve voltam a reunir-se

O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou que ainda não há proposta para o fim da greve dos professores das universidades federais.Mas o governo está empenhado em garantir a realização dos vestibulares e a continuidade do segundo semestre.Na próxima semana, representantes do governo e lideranças do movimento voltam a negociar as reivindicações dos grevistas, que não trabalham desde 22 de agosto.?Não vou admitir ameaça de cancelamento do semestre e dos vestibulares?, disse o ministro, repetindo recado que havia dado na quarta-feira, no primeiro encontro com os grevistas.A falta de consenso entre os grevistas em relação à pauta de reivindicações é um entrave às negociações, alega o ministro.Paulo Renato disse que os reitores, reunidos nesta quinta-feira no ministério, afirmaram que os professores exigem a incorporação da Gratificação de Atividade Especial.Já no encontro do dia anterior, as lideranças do movimento teriam pedido a incorporação da Gratificação de Estímulo à Docência.Nesta segunda-feira, o governo espera encerrar pelo menos a greve dos funcionários. O MEC decidiu atender reivindicação dos servidores.A medida representará para os cofres públicos um aumento na despesa de R$ 350 milhões por ano. O reajuste levará em conta o nível educacional dos servidores.Paulo Renato voltou a afirmar que o governo não pagará o salário de setembro de professores e funcionários que estiverem em greve. O ministro cita um decreto de 1995 que permite a retenção do pagamento de servidores em greve.

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