Governo e oposição negociam acordo para votar mínimo

BRASÍLIA - O líder do DEM na Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), considerou boa a proposta feita nesta quinta-feira, 10, pelo líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), para votação do projeto de lei sobre o salário mínimo. Segundo ACM Neto, Vaccarezza propôs um acordo de procedimentos: aceitar colocar as duas emendas da oposição e a emenda das PDT sobre o reajuste do mínimo em debate e garante a existência de discussão sobre o assunto, sem atropelamentos no plenário.

Marcelo Moraes,

10 de fevereiro de 2011 | 12h43

 

“A gente concorda com a proposta de procedimentos e, se isso for garantido de fato, a oposição não fará obstrução durante o debate do salário mínimo”, disse ACM Neto, após participar de reunião com Vaccarezza, o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP); e o líder da minoria, Paulo Abi Ackel (PSDB-MG).

 

“Estamos construindo um acordo e eu prefiro sempre um bom acordo do que uma guerra”, disse Vaccarezza ao deixar o encontro.

 

As emendas a serem apresentadas são a do PSDB, que propõe o mínimo de R$ 600; do DEM, de R$ 565; e do PDT, de R$ 560. O governo quer um mínimo de R$ 545. A proposta a ser apresentada pelo PDT reflete o que defende as centrais sindicais. ACM Neto disse que já conversou hoje com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, para que haja uma convergência entre as propostas do DEM e do PDT. Assim, os dois partidos apresentariam uma única emenda.

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