Governo e oposição entram em confronto na Câmara

Governo e oposição estão em confronto na sessão de hoje da Câmara, a primeira da semana de esforço concentrado. PSDB, DEM e PPS deram início à estratégia de obstruir a pauta com o argumento de que querem votar o projeto que regulamenta mais recursos da União, dos Estados e dos municípios para a área de saúde. O governo quer votar as três medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta do plenário.

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

03 de agosto de 2010 | 18h19

A MP 478 amplia em R$ 80 bilhões o limite de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e autoriza os Estados a contraírem empréstimos mesmo sem cumprir as metas do plano de ajuste fiscal. As outras duas MPs, 488 e 489, tratam de preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizadas no Rio de Janeiro.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), consultou os líderes dos partidos da base e calculou que os aliados conseguirão reunir 330 deputados hoje e cerca de 350 na sessão de amanhã para enfrentar a oposição. Além das três MPs, Vaccarezza pretende votar o acordo internacional do Brasil com Paraguai sobre a hidrelétrica de Itaipu.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), anunciou que convocará uma sessão extraordinária hoje para votar em segundo turno a proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui o piso salarial para os policiais militares, civis e integrantes do Corpo de Bombeiros. O governo concorda com a aprovação depois da mudança no texto que transferiu para uma lei a fixação do valor do piso dos policiais. A votação da proposta também tem apoio dos partidos de oposição.

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