Governo e oposição concordam em CPI mista para cartões

Governo e oposição chegaram a umacordo nesta segunda-feira e o Congresso deve realizar apenasuma CPI mista para apurar os gastos com cartões corporativos. Ainvestigação atingirá as despesas iniciadas em 1998, o queabrange desde o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)até o governo Lula. O acordo foi selado nesta manhã em reunião do líder dogoverno no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o deputado CarlosSampaio (PSDB-SP). Jucá havia apresentado um requerimento parauma CPI restrita ao Senado e com investigação ampla. Sampaiopropunha uma CPI mista e restrita aos gastos do governo Lula. "Este acordo permite que investiguemos o cartão e possamoscorrigir eventuais irregularidades. É o que o governo quisdesde o começo", disse Jucá a jornalistas. Sampaio usou tom conciliador. "A oposição nunca teveresistência em relação a investigar o passado, mas o fato é quenão há fato determinado para que a CPI apure de 1998 para cá.De qualquer maneira vamos investigar agora porque não estamosinvestigando um governo ou outro, estamos investigando umamodalidade de crédito", disse. A CPI, cujo requerimento será apresentado por CarlosSampaio, terá prazo de 90 dias, prorrogáveis por outros 90.Será composta por 22 membros, sendo 11 deputados e 11senadores. A presidência ficará com o Senado e a relatoria com aCâmara, informou Jucá. Respeitada a regra de que os maiorespartidos indicam a direção, o PMDB ficará com a presidência e oPT, com a relatoria. O senador disse que o objetivo da CPI será dar maiortransparência à utilização dos cartões corporativos. "A questão não é chegar ao governo FHC, a questão é que nóstemos um modelo de gasto ao longo de dez anos e precisamosavaliar como os funcionários agiam nessa questão do suprimentode fundos, do cartão de pagamento, e partir para criar umprocesso de mais controle e de mais transparência e maisresponsabilidade", disse Jucá. (Texto de Carmen Munari; Edição de Mair Pena Neto)

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