Governo e lideranças do PT tentam selar união

Governo e lideranças do PT desencadeiam nesta semana uma operação para enquadrar os grupos do partido conflagrados desde a disputa pela presidência da Câmara. A preocupação é evitar que esse racha promova instabilidades no novo comando político do Palácio do Planalto, reacendendo o "fogo amigo" e levando o governo a sofrer derrotas no Congresso.

AE, Agência Estado

13 de junho de 2011 | 09h59

O presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), está acionando ex-presidentes da sigla e ex-líderes da bancada na Câmara para tentar pacificar o clima entre os deputados. Ele conta com a ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atuar como bombeiro na disputa entre os grupos que se enfrentaram na tentativa de fazer o sucessor de Luiz Sérgio na Secretaria de Relações Institucionais.

A nova ministra da pasta, Ideli Salvatti, já deu o tom do que o governo espera dos campos envolvidos na disputa. "Se há um partido que tem a obrigação da unidade é o PT. Isso não é um desejo, a unidade é uma obrigação", afirmou ela ontem.

A divisão entre os grupos remete ainda à escolha do candidato petista à presidência da Câmara. Marco Maia (RS) se uniu aos grupos de Arlindo Chinaglia (SP) e de Paulo Teixeira (SP) e derrotou Cândido Vaccarezza (SP), apontado na ocasião como o preferido do Planalto. Após esse round, Vaccarezza conseguiu se manter como líder do governo na Casa e ainda emplacou Luiz Sérgio no ministério de Dilma contra a vontade do grupo de Maia. Desde então, as duas alas vêm trabalhando como bancadas independentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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