Governo e grevistas do INSS não chegam a acordo

Em greve há 100 dias, os funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não conseguem chegar a um acordo com o governo. Depois de aproximadamente 4 horas de reunião entre o comando da greve e o secretário-executivo da Previdência, José Cechin, não se chegou a uma solução para decretar o fim da paralisação da categoria. O governo não abre mão da gratificação por desempenho. De acordo com a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Seguridade Social (CNTSS), Denise Motta Dau, o comando chegou a apresentar uma contra-proposta, como forma de flexibilizar as negociações com o governo. No entanto, o ministro do Planejamento Orçamento e Gestão, Marthus Tavares, recusou a proposta - no caso 30% da gratificação seria variável e 70%, fixa. Pelo projeto do governo, os funcionários da Previdência receberiam a Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico Administrativa (GDATA), uma gratificação variável que representaria aumento médio de R$ 51,00 a R$ 378,00 por mês. Teria direito ao benefício quem faz parte do Plano de Classificação de Cargos, composto por pessoal de nível médio e superior. Os servidores não gostaram da proposta, pois apenas uma minoria receberia o porcentual maior. Para decidir se continuam a paralisação, funcionários do INSS realizarão uma plenária nacional amanhã, em Brasília, na Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). "Se não houver abertura, a greve continuará", afirmou Denise Dau. A classe reivindica a manutenção e a extensão para todos os funcionários da gratificação de 47,11%; criação de uma carreira para a categoria; abertura de concurso público e reposição das perdas salariais de 75,48%.

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