Governo e centrais não chegam a acordo para o salário mínimo

Sindicalistas e ministros estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira em São Paulo

Ricardo Leopoldo e Daiene Cardoso, da Agência Estado,

04 de fevereiro de 2011 | 13h55

SÃO PAULO - O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, afirmou nesta sexta-feira, 4, que não há acordo entre as centrais sindicais e o governo para o novo valor do salário mínimo, "lamentavelmente". "O ministro Mantega (Guido Mantega, da Fazenda), alega que é preciso cortar despesas, o que obedece a lógica de mercado", disse. Segundo Paulinho, o governo quer manter o novo salário mínimo em R$ 545.

 

Ele mostrou-se insatisfeito com a posição do governo de não querer elevar o mínimo, mesmo com o argumento de boa gestão das contas públicas. "Nós, centrais sindicais, só vamos aceitar um acordo com o governo com três condições: aumento do salário mínimo, do valor das aposentadorias e também a correção da tabela do imposto de renda".

 

A reunião do governo com centrais sindicais demorou cerca de três horas e, além de Mantega e Paulinho contou com a presença do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o do secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Também participaram os presidentes da CUT, Artur Henrique da Silva, e da UGT, Ricardo Patah.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.