Eliane Neves/FOTOARENA
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Doria atuou para que Baldy pedisse afastamento

Alexandre Baldy teve a prisão preventiva decretada durante investigação da Lava Jato no Rio que apura desvios na Saúde

Bruno Ribeiro e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2020 | 15h40
Atualizado 06 de agosto de 2020 | 20h52

O governo João Doria (PSDB) atuou durante toda a quinta-feira, 6, para que o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, tomasse a iniciativa de se afastar do cargo, o que ocorreu no começo da noite. A saída buscou evitar uma ação direta do governador no caso, que se manifestou sobre o assunto com uma nota neutra. Baldy usaria o argumento de que iria se concentrar em sua defesa e deixaria o cargo para seu secretário executivo, Paulo José Galli, homem de seu grupo.

A saída “a pedido” é a forma como a equipe de Doria pretende afastar o governador do desgaste da prisão de seu auxiliar direto sem causar atritos com o Progressistas, atual partido do secretário.

O argumento é o mesmo usado em janeiro de 2019, quando Gilberto Kassab (PSD), nomeado por Doria para a Casa Civil, pediu licença do cargo para se defender das acusações da Polícia Federal de que recebia propina da J&F. Kassab não exerce o cargo, mas seu nome é publicado todos os dias no Diário Oficial do Estado como titular da pasta.

A prisão de um secretário de governo durante exercício do mandato é fato inédito em São Paulo e ocorre duas semanas após Doria ter de repercutir os indiciamentos de José Serra e Geraldo Alckmin, seus dois antecessores, todos do PSDB.

 

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