Governo do RS corta R$ 780,6 milhões em gastos este ano

O Estado do Rio Grande do Sul vai cortar R$ 780,6 milhões dos gastos previstos para este ano. Deste total, R$ 302,4 milhões devem deixar de ser desembolsados para o custeio da estrutura pública. Os outros R$ 478,2 milhões são de investimentos suspensos. O orçamento estadual previa R$ 1,7 bilhão para custeio e R$ 1,1 bilhão para investimentos.O governo apresentou os números após três meses de trabalho de uma comissão de secretários que levantou a situação de toda a máquina administrativa. No dia 3 de janeiro, ainda antes de montar a comissão, o governador Germano Rigotto (PMDB) já havia determinado um corte de R$ 300 milhões no custeio, cifra próxima da que viria a ser consolidada nesta semana.O corte de investimentos atingirá 201 programas ou projetos de todas as secretarias. As mais atingidas são Educação, que perde R$ 121,8 milhões; Agricultura, com cortes de R$ 61,1 milhões; e o gabinete do governador, que terá R$ 22 milhões a menos do que estava previsto para este ano. Até fundações com orçamento pequeno terão de dar sua quota de sacrifício. É o caso do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, que perde R$ 23,5 mil.As contas públicas são o item mais polêmico das relações entre o governo gaúcho e a oposição. Com dados do Diário Oficial do Estado, os deputados petistas distribuíram um panfleto afirmando que houve um superávit orçamentário de R$ 137 milhões no primeiro trimestre do ano. Seguindo neste ritmo, acreditam, o governo terá toda a receita prevista de R$ 12,5 bilhões até o final do ano.O governo alega que a previsão orçamentária é irreal e, por isso, forçou os cortes de gastos. Também se queixa de despesas não registradas ou empenhadas e estornadas, referentes ao orçamento do ano passado, no valor de R$ 841 milhões, que terá de honrar em 2003.

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