Governo do Rio Grande do Sul atrasa salários de novo

O governo do Rio Grande do Sul vai atrasar o pagamento de abril aos servidores que recebem mais de R$ 2,5 mil líquidos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 23, pelo secretário da Fazenda, Aod Cunha de Moraes Júnior. É a segunda vez que o Executivo recorre a um calendário especial de quitação dos vencimentos do funcionalismo por falta de recursos em caixa. A medida atinge 8% dos servidores. Eles receberão R$ 2,5 mil até o final de abril e a parcela que superar esse limite ficará para o dia 10 de maio. Os 92% que ganham menos de R$ 2,5 mil líquidos receberão até o dia 30. O Rio Grande do Sul tem 251 mil funcionários públicos. Segundo o secretário da Fazenda, o custo total do funcionalismo de todos os Poderes será de R$ 744 milhões em abril. A parcela da dívida consolidada com a União que será paga no mês deve chegar a R$ 170 milhões. As despesas de manutenção de todos os órgãos e todos os poderes no período devem ficar em aproximadamente R$ 132 milhões. E os investimentos estão limitados a R$ 3 milhões. Os cálculos da Secretaria da Fazenda indicam que a receita líquida disponível não passará de R$ 869 milhões, deixando um déficit de R$ 180 milhões. Para cobrir o rombo, o governo recorrerá a saques do Caixa Único, que terão de ser repostos posteriormente. Reunião com Mantega A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), e o secretário da Fazenda, Aod Cunha de Moraes Júnior, terão audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira, para apresentar uma pauta de reivindicações. O Estado quer o ressarcimento por investimentos feitos em estradas federais em 1987 e 1988, cujo valor atualizado seria de R$ 1,9 bilhão, e autorização prévia da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para negociar um empréstimo com o Banco Mundial (Bird) destinado a alongar o perfil da dívida do Estado com organismos internacionais. Aod Cunha calcula que as negociações com o Bird devem demorar cerca de um ano. O Estado buscará pelo menos US$ 500 milhões que poderiam ser repassados em duas parcelas, condicionados ao cumprimento de metas de ajuste fiscal. O governo gaúcho também pretende abordar com o ministro a reforma tributária, o ressarcimento pela desoneração da Lei Kandir e a demanda judicial da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) contra a União por custos com inativos e pensionistas sem cobertura na tarifa. (Colaborou Sandra Hahn)

Agencia Estado,

23 Abril 2007 | 21h29

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