Governo do PR retira policiais que ajudavam Promotoria

O governo do Paraná, por meio do Estado Maior da Polícia Militar, retirou esta semana os sete policiais lotados na Promotoria de Investigações Criminais (PIC) e que formavam o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado desde 2000. "Era um número razoável e dava apoio, mas não são indispensáveis", disse nesta quinta-feira o coordenador das Promotorias de Investigações Criminais, promotor Paulo José Kessler. A PIC foi uma das responsáveis por desvendar e prender várias quadrilhas envolvidas com o crime organizado no Paraná. Uma das últimas atuações culminou na prisão do policial civil Délcio Rasera, acusado de realizar escutas clandestinas. Rasera trabalhava na Casa Civil e se apresentava como assessor do governo paranaense. A prisão, em plena campanha eleitoral, foi explorada pela oposição ao governador Roberto Requião (PMDB) e é contabilizada como uma das responsáveis pela pequena diferença entre ele e o segundo colocado, Osmar Dias (PDT). Os apoiadores de Requião reclamaram de possível vazamento de informações na PIC.Kessler preferiu agradecer pelo fato de os policiais participarem da parceria durante esses anos. "O governo não era obrigado a lotá-los aqui e o fez", disse. Segundo ele, a prisão de Rasera aconteceu naquele momento, pois havia risco de as investigações serem prejudicadas com possível vazamento. "A lente do político não é a mesma do Ministério Público", afirmou. O secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, foi questionado sobre a retirada dos policiais da PIC, mas preferiu não comentar.

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