Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

Governo do DF desmonta acampamento pró-Bolsonaro '300 do Brasil'

Grupo bolsonarista, que protestava contra os demais poderes em Brasília, cobram que o presidente intervenha em defesa deles; manifestantes são alvo de investigações do MP por suspeita de porte de arma

Felipe Frazão e Dida Sampaio, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2020 | 12h27

BRASÍLIA - Uma operação do governo do Distrito Federal desmontou neste sábado, dia 13, o acampamento "300 do Brasil", do grupo bolsonarista que protestava seguidas vezes contra os demais poderes em Brasília. Eles cobram que o presidente Jair Bolsonaro intervenha em defesa do grupo, alvo de investigações do Ministério Público por suspeita de porte de arma.

Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) recolheram faixas, material de lona e estrutura metálica do acampamento, antes montado na Esplanada dos Ministérios, e também na Praça dos Três Poderes. A PM usou gás de pimenta para dispersar um pequeno grupo que resistiu à ação.

A militante Sara Winter, ex-assessora de confiança da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, protestou no Twitter. "Hoje às 6 (horas) da manhã a PMDF junto à Secretaria de Segurança desmantelou baixo (sic) gás de pimenta e agressões. Barracas, geradores, tendas, tudo tomado à força! A militância bolsonarista foi destruída hoje. Presidente, reaja!"

Bolsonaristas e promotores de Justiça travavam uma disputa judicial há mais de um mês pela manutenção ou remoção do acampamento. O governo do Distrito Federal informou ter removido o acampamento por causa das medidas restritivas decretadas durante a pandemia do novo coronavírus. 

As secretarias de Segurança Pública e DF Legal (Proteção da Ordem Urbanística) afirmaram ter atuado com o respaldo do decreto distrital que "proíbe aglomerações com mais de vem pessoas em eventos que demandem a autorização prévia do governo". O decreto número 40.509/20 foi assinado em março pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Ele foi xingado pelos manifestantes removidos hoje. Além disso, as secretarias ressaltaram que o grupo ocupava área pública na Esplanada dos Ministérios, "o que não é permitido".

"Houve diversas tentativas de negociação para a desocupação da área, mas, infelizmente, não houve acordo. Os acampamentos foram desmontados sem confronto", informaram as pastas. Após a ação, os militantes governistas se dirigiram para as proximidades do Congresso Nacional, onde encontraram um grupo que se manifestava em favor do impeachment do presidente e em homenagem a profissionais de saúde. Houve provocações, mas sem confrontos.

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