Governo diz que superou em 10,9% a meta de assentamentos

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, afirmou que, em 2005, foram assentadas 127.506 famílias em todo o País. A declaração foi feita em entrevista convocada pelo ministro para divulgar um balanço do que foi feito no ano passado em termos de reforma agrária. O número anunciado por Rossetto é 10,9% superior à meta do Programa Nacional de Reforma Agrária para o ano. Segundo o ministro, o governo retoma o ritmo acelerado de assentamentos. Ele previu que, em 2006, serão assentadas cerca de 55.000 famílias, número com o qual o governo atingiria a meta de assentar 400.000 famílias durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso, já estão assegurados R$ 900 milhões no Orçamento de 2006, destinados à compra de terras. "Esse desempenho, apesar de histórico, não encerra o padrão de conflitos agrários no País, mas faz avançar um ambiente de paz e justiça no campo", afirmou Rossetto, referindo-se aos assentamentos do ano passado. Em entrevista ao lado do presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Rolph Hackbart, o ministro rebateu as críticas do Fórum Nacional pela Reforma Agrária, segundo as quais o atual governo não promove uma reforma de qualidade e estaria computando como assentadas pessoas que estão acampadas em barracos de lona. Segundo Rossetto, isso é apenas uma diferença conceitual. "Pelos critérios do governo, assentado é todo cidadão que deixa de ser um sem-terra, mesmo que ainda esteja sob um barraco de lona. Uma vez que ele tenha assegurado o direito à terra, ele passa a ter outros direitos", declarou Rossetto.

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