Governo Dilma ainda não começou a funcionar, diz líder do MST

Em mensagem divulgada pelo Movimento dos Sem-Terra, José Stedile criticou a lentidão do Estado brasileiro e disse que a presidente está 'em dívida com os pobres do campo'

Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2011 | 21h31

Após um ano no poder, a presidente Dilma Rousseff (PT) ainda não conseguiu engrenar a máquina administrativa do governo. A avaliação é de João Pedro Stédile, o líder nacional mais conhecido do MST. Em mensagem gravada e divulgada no site da organização, com um balanço do ano de 2011, ele criticou a presidente por não dar atenção aos pobres do campo.

 

"O governo Dilma ainda não ajeitou a máquina", diz Stedile. "Passamos o ano inteiro em reuniões, discutindo praticamente em todos os ministérios. Mas a lentidão e a forma como o Estado brasileiro funciona impediram que tivéssemos sequer um plano de reforma agrária."

 

Para o líder dos sem terra, a presidente ignora a situação de milhares de famílias acampadas, à espera de um lote da reforma agrária: "O governo Dilma está em dívida com os pobres do campo. Ele precisa urgentemente apresentar um plano, dizendo o que pretende fazer para resolver a situação das 160 mil famílias que ainda continuam acampadas na beira da estrada."

 

Mas Stédile também reconhece, logo a seguir, que o movimento liderado por ele também obteve conquistas neste governo. Cita especialmente o aumento de recursos para o Pronera, programa educacional que atende principalmente os assentados da reforma agrária. O líder também lembra que Dilma concedeu mais recursos para programas de implantação de agroindústrias e autorizou a renegociação de parte das dívidas de assentados que estavam inadimplente.

 

 

Tudo o que sabemos sobre:
José StedileMSTDilma Rousseff

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.