Governo deve ser o fiador do acordo com governadores, diz Aécio

O governador Aécio Neves (PSDB) reagiu à possibilidade de o governo federal negociar a taxação dos servidores públicos inativos, prevista na proposta enviada ao Congresso. Aécio alertou que a cobrança dos inativos faz parte de um compromisso assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os governadores e que o Planalto poderá ter dificuldades na tramitação dos projetos de reforma caso queira transferir a questão para os Estados. Segundo ele, o PT, como o partido do presidente da República, deve ser "o grande fiador" do acordo com os governadores. O governador de Minas não comentou se aceitaria o ônus político de taxar os servidores aposentados do Estado, sem que a União faça o mesmo. De acordo com o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), no Estado, os servidores inativos contribuem com 4,8% do vencimento para o pagamento de pensão. Já os servidores da ativa contribuem com 11% do salário. Segundo a assessoria de um imprensa da Secretaria de Planejamento e Gestão, a pasta está preparando uma "adequação" da questão previdenciária do Estado em relação ao projeto de reforma enviado ao Congresso. O estudo, contudo, é mantido em sigilo. Com base em dados de janeiro deste ano, os servidores inativos correspondem a 38,21% da folha de pagamento do Executivo, que naquele mês somou R$ 573,2 milhões. Este valor representa 73% da receita corrente líquida.

Agencia Estado,

08 de maio de 2003 | 18h40

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.