Governo descarta aumento de imposto para custear transporte

Prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitos, José Fortunati (PDT), sugere mexer em tributo de combustíveis; ideia é considerada 'tiro no pé' por interlocutor de Dilma

Tânia Monteiro - O Estado de S. Paulo

24 Junho 2013 | 16h05

Brasília - A proposta do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), de aumento nas alíquotas da Cide - tributo federal que incide sobre combustíveis -, para abastecer fundos municipais específicos para investimentos em transporte público, é descartada pelo governo federal. Fortunati é o presidente da Frente Nacional de Prefeitos. "Aumentar imposto em momento de multidão nas ruas protestando por tudo é como dar um tiro no pé e tocar álcool onde já está pegando fogo", disse um interlocutor da presidente Dilma Rousseff. Caso Fortunati insista na ideia, certamente este será um momento tenso da reunião de Dilma com prefeitos e governadores, marcada para as 16 horas, no Planalto.

 

Para tentar demover Fortunati da ideia, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Ideli Salvatti, iria procurá-lo antes da reunião com a presidente Dilma. A mesma ideia de Fortunati já havia sido defendido anteriormente pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

 

Fortunati estava sugerindo uma alíquota de R$ 0,003 por litro de gasolina ou álcool. Com este aumento de imposto, ele acredita que seria possível reduzir o preço das passagens em até R$ 0,10.

 

Prefeitos das 26 capitais foram convidados por Dilma para o debate sobre mobilidade urbana e as tarifas do transporte, temas que mobilizaram as manifestações recentes no País.

 

 

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