Governo decide gastar R$ 8 milhões em publicidade

O governo vai investir R$ 8 milhões em peças publicitárias para divulgar o que já vem fazendo com os programas Bolsa Família, Agricultura Familiar e na área de Saúde, com o objetivo de mostrar que não há paralisação administrativa. Os detalhes desse investimento foram acertados em reunião que terminou na tarde desta segunda-feira, e que durou mais de quatro horas, no Palácio da Alvorada, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e núcleo político do governo. Lula está insatisfeito com o imobilismo do governo e busca saídas para tentar evitar críticas como a do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, de que a administração está parasalisada. O ministro Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação do Governo, negou que o investimento em publicidade seja uma forma de o governo desviar a atenção do momento de crise que atravessa. "Eu não faço peças de publicidade em resposta às críticas. Eu faço as peças para que o povo seja informado. O governo tem obrigação de informar adequadamente ao povo brasileiro", disse Gushiken, ao sair da reunião.Segundo ele, o governo pretende mostrar que o Bolsa Família, por exemplo, que já atende 3 milhões de famílias, duplicou o valor do repasse médio, que no governo anterior era de R$ 22,00, e que até o final do ano vai ser ampliado. Já o Programa de Agricultura Familiar acelerou os processos de concessão de crédito a pequenos agricultores. "Acho que é importante que cada cidadão saiba onde está sendo investido o seu dinheiro", disse o ministro. As peças publicitárias começarão a ser divulgadas na próxima semana e a agência de publicidade de Duda Mendonça, que foi o marqueteiro da campanha de Lula à Presidência, é uma das três empresas que vão elaborar os trabalhos. Para Gushiken os custos com a publicidade são apropriados, porque serão divulgados em jornais e televisões. Também participaram da reunuão o vice-presidente José Alencar e os ministros Antonio Palocci, da Fazenda, , Aldo Rebelo, da Coordenação Política, Luiz Dulci, da Secretaria Geral, e Jaques Wagner, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social.

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