Governo de SP só negocia com servidores com fim da greve

O coordenador de recursos humanos da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, Paulo Seixas, reafirmou hoje que o governo só voltará a negociar com os servidores em greve quando o movimento for suspenso. Em entrevista ao programa Bom Dia São Paulo, da TV Globo, ele lembrou que, assim que o sindicado decidiu suspender a paralisação, no início da semana, o governo acenou com uma proposta, considerada insuficiente pelos grevistas. Para ele, foi uma surpresa a decisão do sindicato de retomar a paralisação e que a secretaria tem toda a disposição de negociar, mas não irá fazê-lo enquanto perdurar o movimento.Seixas acrescentou que, se os funcionários encerrarem a greve, é possível até discutir alguma nova proposta porque certamente a oferta feita na terça-feira não é definitiva. Na ocasião, foram sugeridos um aumento de 20% sobre o valor da Gratificação Especial de Atividade (GEA) - o que representaria reajuste de até 12,5% sobre o total de vencimentos - e um acréscimo de R$ 50,00 na remuneração do plantão dos médicos do Estado que incidirá sobre os vencimentos de outubro deste ano.Segundo o Sindsaúde-SP, o governo apresentou uma proposta insuficiente, classificada de "tímida" pela categoria. A presidente da entidade, Célia Regina Costa, declarou que, para os representantes dos trabalhadores, a proposta apresentada pelo governo do Estado representa um reajuste que varia de R$ 34,12 (auxiliar de serviços) a R$ 134,41 (médico e cirurgião dentista). Na opinião dela, a proposta fez com que a categoria se sentisse desrespeitada e é preciso sinalizar com uma oferta melhor. No entanto, a sindicalista não comentou sobre a principal exigência do governo do Estado, que é o encerramento da paralisação para voltar à mesa de negociações.

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