Governo de SP rebate tentativa do PT de abrir CPI dos cartões

Governo estadual alega que partido quer justificar abusos e que São Paulo não tem cartões corporativos

Carina Urbanin, da Agência Estado,

08 de fevereiro de 2008 | 21h22

O Governo do Estado de São Paulo informou, em nota, refutar "com veemência a tentativa do PT paulista de criar confusão na opinião pública, tratando questões diferentes como se fossem iguais". O PT quer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembléia Legislativa para investigar os gastos do executivo paulista com uso de cartões corporativos. Segundo o governo do Estado, a estratégia do PT é "tentar justificar seus abusos com a idéia de que os outros partidos também os cometem. Com a idéia de que na política brasileira é tudo farinha do mesmo saco".     Veja também:   Veja a cronologia do escândalo dos cartões     Entenda o que são os cartões corporativos do governo   Governo de SP gasta R$108 mi com cartão mas não detalha despesa   PT tenta criar CPI dos cartões para investigar governo de SP Enquete: o governo deve acabar com os cartões corporativos?   O governo do Estado destaca que tem total interesse em esclarecer toda e qualquer dúvida relacionada às despesas efetuadas pelos órgãos da administração pagos pelo sistema de pagamento eletrônico via cartões de débito, que existe desde 2001. "Note-se que o governo de São Paulo, diferentemente do governo federal, não utiliza cartão de crédito corporativo", informou a nota oficial.No comunicado, o governo paulista exemplificou o caso das despesas efetuadas em uma churrascaria em Campos de Jordão, alegando que elas "foram interpretadas equivocadamente como um possível desperdício de dinheiro público". "São despesas absolutamente normais, realizadas pelo Batalhão da Policia Militar de Taubaté que deslocou efetivo para Campos de Jordão em período de alta de turismo. Foram servidas, nesse restaurante, refeições para centenas de policiais militares, por R$ 8,00 (oito reais) cada." AçougueA nota do governo paulista citou também que houve "outro caso de distorção" referente à compra de carnes em açougue da cidade de São Paulo. "Na verdade, foi utilizada na alimentação das 70 crianças da creche dos filhos dos funcionários do Palácio dos Bandeirantes, onde trabalham cerca de 1.500 pessoas, em quatro secretarias."Ainda na nota oficial, o governo de São Paulo informou que para cada pedido de informação é necessário examinar o processo administrativo respectivo, sob guarda da unidade administrativa contratante. "Para entender a complexidade dessas verificações é preciso esclarecer que, em 2007, foram realizadas compras em cerca de 55.000 estabelecimentos comerciais no Estado, executados por cerca de 20.000 de servidores públicos em todos os 645 municípios paulistas."

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