Governo de SP quer assentar 1,5 mil familias no Pontal

A Fundação Instituto de Terras (Itesp) de São Paulo pretende assentar, ainda este ano, 1.5 mil famílias nas regiões do Pontal do Paranapanema e da Alta Paulista, segundo nota que acaba de ser distribuída pela assessoria de imprensa da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania para os jornalistas que acompanham a reunião que acontece desde às 11 horas entre o secretário Alexandre de Moraes e a Comissão Estadual de Negociação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).De acordo com a nota, a realização dos assentamentos depende apenas de aditamento orçamentário no convênio entre o Itesp e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O convênio prevê investimentos de R$ 60 milhões para o pagamentos das áreas desapropriadas, R$ 50 milhões do Incra e R$ 10 milhões do Itesp. Os assentamentos das 1,5 mil famílias serão realizados, segundo a nota, em 15 áreas cuja desapropriação está sendo negociada na região, totalizando 30 mil hectares. A nota informa que os nomes das fazendas em negociação estão sob sigilo "para evitar a ocupação das terras". Antes de entrar na reunião, o representante do Pontal na comissão, Paulo Albuquerque, afirmou que existem 1,5 mil famílias acampadas na região do Pontal em que a situação delas "é de emergência". De acordo com ele, o Incra havia liberado no ano passado R$ 29 milhões para os assentamentos, mas o Itesp não os utilizou e o dinheiro voltou para os cofres da União. O MST, segundo Albuquerque, espera que o governo de Luz Inácio Lula da Silva volte a disponibilizar esses recursos para os assentamentos no Pontal.A reunião, que já se prolonga por mais de duas horas e meia, está sendo realizada a portas fechadas.

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