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Governo de São Paulo incentiva adesão a ato pelo impeachment

Geraldo Alckmin recebeu representantes do MBL no Palácio dos Bandeirantes e secretaria estimou em 1 milhão o nº de presentes

Valmar Hupsel Filho e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2016 | 20h00

SÃO PAULO - A quinta grande manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, que ocorre neste domingo, 13, contou com maior envolvimento do governo de São Paulo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu durante a semana parlamentares da oposição, sindicalistas contrários ao governo e representantes do Movimento Brasil Livre (MBL) no Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, o governador admitiu que poderá participar do ato na Avenida Paulista “como cidadão”.

Alckmin ressaltou que a obrigação do Estado era garantir a segurança para uma livre manifestação. A Secretaria de Segurança Pública montou um esquema de trabalho com base na estimativa de participação de 1 milhão de pessoas na Avenida Paulista. O número se aproxima do divulgado pela Polícia Militar na maior das manifestações pró-impeachment, ocorrida em 15 de março do ano passado. A estimativa foi considerada inflada. O Datafolha, na ocasião, calculou um público de 210 mil pessoas no evento. 

Críticas. Foi a primeira vez que a Secretaria de Segurança Pública falou em expectativa de público antes de uma manifestação, o que ocasionou críticas de entidades que defendem o mandato de Dilma. O titular da pasta, Alexandre de Moraes, disse que a estimativa toma como base o trabalho do setor de inteligência da polícia e o monitoramento das redes sociais. Segundo ele, esse trabalho é feito em todas as manifestações, desde os atos de 2013. 

“Se a Segurança Pública não estimar o número de público, não podemos fazer um planejamento do número de policiais, viaturas e ruas paralelas que deverão ter policiamento”, disse. Além do policiamento ostensivo, os manifestantes serão monitorados por meio de centenas de câmeras de segurança espalhadas pela Paulista e também das estações de metrô, afirmou Moraes. 

O principal foco de preocupação para os órgãos de segurança, no entanto, deixou de existir com o cancelamento da manifestação em defesa de Dilma, do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ato estava marcado para este domingo no mesmo horário da Paulista (14h), mas na Praça Roosevelt, a cerca de três quilômetros do Masp.

O evento foi transferido para o próximo domingo. Um ato pró-PT na Paulista foi marcado para o dia 18, com a presença de Lula. “Queremos dia 18 o mesmo tratamento que os grupos terão dia 13”, disse Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares. 

Neste domingo, 11 carros de som devem ser levados à manifestação. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) montou um palco em frente à sua sede. Bandas se apresentarão no carro do Revoltados On Line. O Movimento Endireita Brasil vai levar um pedalinho, referência ao sítio frequentado por Lula. A previsão do tempo para este domingo é de céu nublado com aberturas de sol. / COLABOROU GABRIELA CAESAR

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