Governo de SP e Justiça recusam proposta de grevistas

Voltar ao trabalho e sem aumento. Essa é a resposta do governo do Estado de São Paulo para os funcionários do Poder Judiciário, em greve há 30 dias. A decisão de não atender à reivindicação de 54% de reposição salarial foi anunciada nesta terça-feira conjuntamente pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Márcio Martins Bonilha, e pelo presidente da Assembléia, Walter Feldman (PSDB). Os funcionários decidem nesta quarta-feira, em assembléia, na Praça João Mendes, no centro, se a greve prossegue.Bonilha espera que a resposta dos Três Poderes coloque um ponto final no movimento. "Penso que isso obrigará a volta ao trabalho pelo uso do bom senso e pelo sentimento que acredito ser de civismo por parte dos servidores", disse o presidente do TJ. Os funcionários continuarão tendo os dias descontados. "Se não fizesse assim, estaria prevaricando, deixando de cumprir a lei", disse."Há um impedimento jurídico", afirmou Alckmin, referindo-se aos 6% da receita líquida fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com salário do funcionalismo do Judiciário. O TJ paulista já gasta mais que isso. "Por isso, fazemos um apelo para os funcionários voltarem ao trabalho", completou o governador, que sugeriu a criação de um grupo de representação para busca de alternativas. "Mas a greve não vai trazer a solução."O presidente da Assembléia disse que a solução agora depende dos grevistas. "Não dá para negar que uma conversa entre os Três Poderes diagnosticou a impossibilidade de qualquer atendimento às reivindicações", explicou.Bonilha, que anunciou a decisão aos funcionários em reunião com representantes, acusou ainda a greve de estar cercada de "interesses políticos na renovação de mandatos de entidades sindicais".

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