Governo de SP compartilha modelo de gestão pública

A experiência de gestão administrativa do governo tucano no Estado de São Paulo, uma das grandes vitrines que o partido exibe em todo o País, sobretudo nas campanhas políticas, está sendo compartilhada pelo secretário estadual de Gestão Pública, Sidney Beraldo, no I Congresso de Gestão Pública, organizado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Administração de todo o País. O evento, que começou ontem em Brasília e termina amanhã, reúne secretários de gestão de todos os Estados e autoridades no tema.Segundo Beraldo, discutir gestão pública e trocar experiências neste campo é fundamental para a melhoria do serviço prestado à sociedade e para evitar o desperdício. "A falta de controle na gestão pública pode levar a gastos desnecessários", diz o secretário do governo José Serra, destacando que, em quase 15 anos de gestão tucana à frente do governo de São Paulo, os administradores de seu partido tiraram o Estado de uma situação falimentar, devolveram a saúde financeira e retomaram a capacidade de investimento. "São Paulo é hoje um exemplo de gestão a ser seguido", emendou.Dentre os exemplos bem sucedidos de gestão implantados pelo governo paulista, Beraldo destaca a padronização das compras da administração estadual, com foco não apenas nos melhores preços, mas também na qualidade. "Não adianta pagar o menor preço por uma caneta, por exemplo, se ela não funcionar direito", exemplificou o secretário de Gestão Pública, destacando que a prioridade para a relação qualidade e custo já é uma premissa no setor privado.O governo de São Paulo também trabalha hoje com um programa de controle que abrange vários setores, como o de água, combustível e energia. "A gestão da qualidade de gastos é essencial porque muitas vezes o gestor reclama da falta de recursos, mas muitas vezes esses recursos podem ser otimizados." Para exemplificar, o secretário destaca um dos mais recentes programas que estão sendo colocados em prática no governo José Serra, que é o estabelecimento de metas para os gestores responsáveis pelos departamentos de compras e que visa reduzir, numa primeira etapa, os gastos com as compras anuais do governo, em torno de R$ 8 bilhões, em cerca de R$ 500 milhões.De acordo com Beraldo, o estabelecimento de metas é feito com base na análise das ferramentas de controle das compras, que inclui a avaliação dos gastos, os preços praticados nos pregões eletrônicos e a qualidade dos bens. A partir dessa análise, é possível para o governo, por exemplo, unificar algumas compras para obter um preço melhor junto aos fornecedores. O secretário destaca que isso está ocorrendo na área de compra de remédios. "Mais de 90% dos remédios comprados pelo governo paulista já possui o menor preço, devido ao volume das compras. Mesmo assim, há espaço para reduzirmos ainda mais o preço e nossa meta é economizarmos R$ 130 milhões (em um ano)."

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