Governo de PE nega 'discriminação' da União ao fazer repasses federais

Reportagem publicada pelo 'Estado' mostrou que recursos repassados caíram na gestão de Dilma Rousseff

O Estado de S. Paulo,

11 de março de 2013 | 17h23

SÃO PAULO - O governo de Pernambuco emitiu neste domingo, 10, nota em que o governador Eduardo Campos (PSB), nega "discriminação" da União contra sua gestão no repasse de recursos federais.

Reportagem publicada pelo Estado mostrou que a gestão da presidente Dilma Rousseff derrubou os recursos para financiar projetos apresentados por Pernambuco. Campos é potencial adversário da petista na eleição presidencial de 2014.

Leia a íntegra da nota:

"O governador Eduardo Campos negou neste domingo, 10, que haja qualquer tipo de discriminação contra Pernambuco por parte do governo federal no tocante a transferências de recursos. 'Pelo contrário, em 2012 recebemos exatos R$ 1.011 bilhão', afirmou Eduardo, reconhecendo como único desconforto na relação entre Pernambuco e a União a questão da retirada da autonomia do Porto de Suape, através da Medida Provisória 565. "E, mesmo neste caso, temos encontrado a abertura necessária para negociar uma solução de consenso", observou.

Para Eduardo, a interpretação de que haveria redução dos repasses voluntários da União é equivocada, porque não leva em conta a estratégia do Estado de pressionar para que todos os projetos sejam classificados no âmbito do PAC, que tem tramitação mais ágil e é à prova de contingenciamentos.

'Pernambuco tem uma estratégia de captação de recursos agressiva. Desde 2007, os programas do Estado financiados com transferências voluntárias da União mais que quadruplicou. Na semana passada, fomos aquinhoados com a aprovação de repasses federais superiores a R$ 1,7 bilhão para projetos de saneamento, abastecimento d'água e mobilidade urbana', detalhou.

O governador lembra ainda que o desempenho de Pernambuco na obtenção de recursos federais tem sido superior à média do Nordeste."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.