Governo de Chávez divulgará o pensamento de Bolívar no Brasil

Livro 'Simón Bolívar, o Libertador', financiado pela Odebrecht, será distribuído a escolas e bibliotecas

Efe e estadao.com.br,

18 de outubro de 2007 | 12h44

O governo venezuelano lançará no dia 30 de outubro, no Brasil, o livro Simón Bolívar, o Libertador, que será doado a escolas e bibliotecas de todo o País, anunciaram fontes diplomáticas.   O livro contém cem textos atribuídos a Bolívar, escritos entre 1805 e 1830, e é financiado pela construtora brasileira Odebrecht - que possui concessão de grandes obras de infra-estrutura na Venezuela.   Com o livro, traduzido para o português, pretende-se divulgar o pensamento do herói nacional venezuelano, principal referência para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na "revolução" que diz ter iniciado no país.   Segundo a assessoria de imprensa da Odebrecht, a escolha do livro leva em conta a importância histórico-cultural da obra e a empresa não teme ter sua imagem associada a Chávez, pois está na Venezuela há 15 anos. E, de acordo com a assessoria, a obra descreve somente o pensamento do herói da independência, o que já é de conhecimento de todos.   Esse é o terceiro livro da Venezuela que a Odebrecht publica e a iniciativa faz parte de uma política de contribuição cultural implantada desde 1959, que abrange diversos países onde a construtora atua (19 no total). Desde então, ainda segundo a assessoria, foram 200 livros publicados de países como Peru, Bolívia, Brasil etc.   O adido cultural da embaixada venezuelana em Brasília, Wilfredo Machado, afirmou que a primeira tiragem do livro no Brasil será de 5 mil exemplares. A obra será apresentada em um ato realizado no Museu Nacional de Brasília, ao qual foram convidadas personalidades da política e da cultura brasileira.   Segundo Machado, a decisão de traduzir o livro para o português e distribuí-lo em escolas e bibliotecas tem como objetivo divulgar "diretamente da fonte" o pensamento de Simón Bolívar, sobre o qual o governo venezuelano considera que há um "conhecimento superficial" no Brasil.   Texto atualizado às 18h09

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