Governo da Itália não confirma se Pizzolato está no país

Mistério da Justiça italiano considera o ex-presidente do Banco do Brasil 'um cidadão normal e livre'; entrega do condenado pelo envolvimento no mensalão ao Brasil será decisão política

Jamil Chade, Enviado Especial - O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2013 | 14h06

ROMA - O Ministério da Justiça da Itália afirma que "não pode confirmar" se Henrique Pizzolado, ex-diretor do Banco do Brasil e condenado a 12 anos de prisão pelo envolvimento no caso do mensalão, está ou não na Itália. Mas, em caso de um pedido de extradição vindo de Brasília, a entrega do ítalo-brasileiro passará por uma avaliação que também será "política".

"Trata-se por enquanto de um cidadão normal, livre, e que não existe motivo para que o Ministério da Justiça entre em campo. Só vamos agir quando e se ele for preso. Ele pode estar na Itália, como pode estar em qualquer lugar também da Europa com um passaporte italiano", informou a assessoria de imprensa do ministério.

Esta foi a primeira vez em quase uma semana que o governo da Itália se pronunciou sobre o caso. O Estado revelou nesta quinta-feira, 21, que o ministério do Interior não encontrou registro de Pizzolato em hotéis e tão pouco em aluguéis ou contratos em nome do ex-diretor do Banco do Brasil.

Pizzolato deixou o Brasil via Paraguai e chegou até a Argentina, de onde teria embarcado para a Europa com destino final na Itália. A reportagem obteve confirmações de que as autoridades italianas sabiam da situação do ex-diretor do BB.

Para a Justiça italiana, Pizzolato apenas será alvo de uma ação caso uma das duas seguintes condições forem cumpridas: a primeira seria o recebimento de um pedido de extradição do Brasil. O segundo seria uma eventual captura por parte da Interpol do ítalo-brasileiro, caso ele de fato esteja na Itália.

"Nesse caso, um tribunal então avaliaria sua condição e então decidiria se ele pode ou não ser extraditado. Tendo isso em mãos, o Ministério da Justiça então faria uma consideração política sobre o caso", completou o Ministério da Justiça.

 

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