Governo 'dá baile' na oposição e CPMF está perto da aprovação

Chinaglia diz que votação do imposto do cheque será concluída nesta quarta: 'Os dois lados têm suas armas'

Denise Madueño e Eugênia Lopes, do Estadão

26 de setembro de 2007 | 18h46

Com maioria folgada, os governistas conseguiram rejeitar  nesta quarta-feira, 26, no plenário da Câmara, a segunda das quatro emendas aglutinativas da proposta que prorroga a CPMF.  A base derrotou mais uma tentativa da oposição de alterar a proposta que prorroga a CPMF até 2011. O PSDB e o PPS orientaram suas bancadas a não votar. Pouco antes, os governistas conseguiram reduzir para quatro as 20 emendas que seriam votadas, e para sete os dez destaques do projeto.      Veja também: Especial sobre a CPMF   Após 'rebelião' do PMDB, base tenta retomar votação da CPMF Por CPMF, governo cede em fim de voto secreto   O placar registrou 31 votos favoráveis à emenda aglutinativa da oposição, 301 contrários e três abstenções. Esta é a segunda emenda rejeitada. Há mais duas emendas aglutinativas a serem votadas antes da votação dos sete destaques.   De um total de mais de 60 emendas, após uma triagem pela secretaria geral foram confirmadas 20 emendas. Destas, no entanto, por meio de um procedimento regimental apenas quatro serão votadas pelo plenário. Os governistas apresentaram um requerimento para votação em bloco de todos os pedidos que davam sustentação às emendas aglutinativas, o que viabilizou a unificação de propostas semelhantes em quatro emendas.   A que os parlamentares discutem, agora, se refere a impossibilidade de novas prorrogações da contribuição, a partir de 2011. Além dessas quatro votações dessas emendas, serão votados, também nominalmente, outros sete Destaques para Votação em Separado (DVS). Os aliados estão orientando as bancadas para permanecerem em plenário e para concluírem, durante a madrugada, a votação em primeiro turno da PEC que prorroga a cobrança da contribuição. Se isso acontecer, inicia-se uma nova contagem do prazo de cinco sessões para que se dê início à votação em segundo turno.   Dia 'bom'   O  ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que espera a conclusão da votação da CPMF nesta quarta-feira na Câmara. "Estamos numa quarta-feira, dia bom pra votar com todas as condições", disse o ministro. Ele, no entanto, evitou comentar a promessa do governo de nomeações de peemedebistas para cargos em estatais. Bernardo disse que não participou da reunião entre o presidente Lula e representantes do PMDB na noite da última terça-feira.     A oposição continua a afirmar que fará obstruções. "Vamos usar todos os recursos que a oposição tem no regimento para fazer com que a tramitação seja longa e dolorosa", disse o líder do Democratas na Câmara, Ônix Lorenzoni (DEM-RS). Segundo ele, não há possibilidade de acordo com o governo sobre a prorrogação da CPMF até 2011. "O DEM não faz acordo com o governo". O governo precisa de, no mínimo, 308 votos.   Os lideres governistas informaram que para apaziguar o PMDB, a ministra da casa civil, Dilma Rousseff, garantiu ao presidente do partido, Michel Temer (SP), que o governo cumprirá o que foi acordado com o partido para nomeações de cargos no executivo. O partido reagiu à decisão do governo de promover mudanças de comando em setores da Petrobrás, onde o PMDB também reivindica participação.

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