Governo convida ONU a investigar execuções

A divulgação do relatório sobre execuções sumárias, hoje, levou o governo brasileiro a anunciar que fará um convite oficial à ONU para que investigue este tipo de crime no País. De acordo com o relatório, duas mil pessoas são executadas pela polícia ou grupos de extermínio a cada ano. Medida semelhante foi tomada no final do ano passado, quando veio ao Brasil o relator Nigel Rodley, que produziu um relatório sobre tortura, divulgado na semana passada. Desta vez, o convite será feito à relatora sobre execuções sumárias e extrajudiciais da ONU, Asma Jahangir.O ministro da Justiça, José Gregori, anunciou o convite à relatora da ONU hoje, durante a 129.ª reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH). A iniciativa é uma forma de investigar mais a fundo as denúncias que estão no relatório Execuções Sumárias, Arbitrárias ou Extrajudiciais no Brasil. O levantamento foi feito por várias entidades ligadas aos direitos humanos, com base em notícias na imprensa.Parlamentares da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados elogiaram a medida, que deve contribuir para lançar luz sobre o problema. O presidente da comissão, Nelson Pellegrino (PT-BA), acredita que os números sobre extermínio no País sejam "subavaliados", já que muitos casos escapam do registro da imprensa e das autoridades oficiais.

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