Governo condena ações violentas do MST

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, divulgou nesta quarta-feira nota condenando as ações violentas do MST, como a depredação de uma sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Mato Grosso. Na nota, o ministro defendeu o diálogo e as soluções pacíficas para qualquer tipo de ação no campo e disse que a Polícia Federal será chamada sempre que necessário.De acordo com o ministro, o governo trabalha "fortemente na construção de um processo de reforma agrária pacífico e ágil, centrado no diálogo e capaz de resgatar o enorme passivo fundiário herdado de governos anteriores".Segundo Rossetto, já no primeiro mês da atual gestão foram desapropriados 200 mil hectares de terras em 17 Estados para reforma agrária.O ministro afirmou que o governo pauta sua atuação desde janeiro pelo diálogo, "inaugurando um novo tempo nas relações com todos os movimentos e entidades ligadas ao campo".Em seguida, o ministro lembrou a realização de oito audiências públicas para a solução de conflitos em sete Estados. Na mesma direção, lembrou Rossetto, também ocorreram reuniões com a Confederação Nacional de Agricultura (Contag) e o MST.Nesse processo de diálogo - destacou ele - foram possíveis acordos como o estabelecido com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que encerrou o litígio judicial em torno da definição dos critérios de produtividades dos imóveis rurais."Essa relação franca está sendo mantida em todas as regiões do País, através das Superintendências Regionais do Incra, cujos nomes de todos os novos superintendentes já foram anunciados publicamente", afirmou Rossetto, para contestar as afirmações de integrantes do MST de que ainda não conhecem os dirigentes do Incra.Ainda de acordo com a nota, o governo reconhece o legítimo direito à manifestação dos movimentos sociais, mas não aceita ações violentas. "A ação de depredação do prédio do Incra em Mato Grosso, no entanto, ultrapassa os limites democráticos de manifestação."Segundo o ministro, a Polícia Federal foi acionada e abriu inquérito policial para averiguação dos fatos e responsabilidades. "A mesa de negociação do MDA está e sempre esteve aberta, sendo inaceitáveis atos de violência e depredação do patrimônio público." A PF tem um núcleo para investigar conflitos agrários: já abriu em torno de 130 inquéritos no setor.O ministro afirmou também na nota que o governo Lula foi eleito com um programa claramente anunciador de mudanças e tem a reforma agrária como uma questão central para o desenvolvimento do País. "É hora de somarmos esforços."Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e os ministérios

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