'Governo compra consciências', diz senador sobre CPMF

Pedro Simon diz que se o governo tem dito que o tributo será aprovado no Senado, é 'porque sabe que passará'

Agência Senado

19 Outubro 2007 | 15h36

O senador Pedro Simon (PMDB-ES) disse nesta sexta-feira, 19, que, "lamentavelmente", a CPMF vai passar no Senado. O senador- considerado da ala 'radical' do partido- diz que o governo compra consciências e, se tem dito que vai passar, é porque ele sabe que vai passar. A proposta já foi votada na Câmara dos Deputados em dois turnos e só volta se sofrer mudanças no Senado.   Questionado sobre se votaria com a bancada do seu partido, que tem defendido a aprovação da PEC, ou contra a prorrogação do imposto, Simon afirmou que seu voto depende de um debate sobre o assunto.   "É preciso que a bancada se reúna para discutir o assunto, o que não tem acontecido. Hoje, a nossa posição é muito difícil. Na Câmara, o mecanismo usado foi o de liberar as emendas de deputados e atender as indicações dos parlamentares para cargos públicos", criticou Pedro Simon.   O senador pelo Rio Grande do Sul também criticou a visita do presidente da República em exercício, José de Alencar, ao Senado, nesta semana, para defender a aprovação da proposta do Poder Executivo sem qualquer alteração.   "Isso é impossível. Temos que ter autonomia para emendar a proposta, para garantir, por exemplo, que o imposto vá integralmente para a saúde. Hoje, esse tributo sobre o cheque não tem qualquer retorno a estados e municípios e o governo fica com tudo",  reagiu Simon.   Quanto à proposta do governo de isentar do pagamento da CPMF uma faixa da população, cuja movimentação financeira mensal não ultrapasse um teto que pode variar entre R$ 1.200 a 2.500,Simon afirmou que, se por um lado, o benefício pode representar um ganho a quem ganha menos, por outro, pode dar margem à utilização de contas fantasmas em nome daqueles que ficariam isentos.

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