Governo cobrará fidelidade da base na votação do mínimo

Líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza afirmou que vai considerar como 'dissidentes da base' todos aqueles que votarem diferente da proposta de R$ 545

Marcelo de Moraes, de O Estado de S.Paulo,

11 de fevereiro de 2011 | 12h15

BRASÍLIA - O governo vai cobrar fidelidade da base aliada e exigir que os parlamentares votem a favor de R$ 545 como valor de reajuste do salário mínimo na próxima quarta-feira. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que vai considerar como "dissidentes da base" todos aqueles que votarem diferente da proposta de R$ 545.

"A orientação do governo é uma só: todos devem votar a favor da proposta de reajuste do salário mínimo no valor de R$ 545. A oposição pode até apresentar outras emendas, mas a proposta que governo apoia é apenas essa: R$ 545. E vamos cobrar da base que vote a favor disso", disse Vaccarezza, afirmando que o deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), será o relator da proposta.

Dentro da base governista, existem setores que defendem um reajuste maior do que o valor apresentado pelo governo. Representantes do PMDB, PCdoB, PDT e até do PT avaliam que o salário defendido pelo governo poderia ser maior. Além disso, há outros grupos da base que podem aproveitar a votação para mostrar sua insatisfação por não terem sido contemplados com nomeações para o segundo escalão do governo.

Pelo menos uma emenda mais elevada será apresentada por um integrante da base governista. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, defende que o mínimo suba para R$ 560. Os partidos de oposição defendem reajustes até mais altos. O DEM quer R$ 565 e o PSDB propõe R$ 600. Mas os dois partidos aceitam até apoiar a emenda dos R$ 560.

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