Jane de Araújo/Agência Estado
Jane de Araújo/Agência Estado

Governo cancela reunião de líderes sobre vetos presidenciais

Entre os itens que estão em discussão estão pacote anticrime e o da desoneração da folha de pagamentos

Marlla Sabino, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 22h21

BRASÍLIA – A pedido do líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), a reunião de líderes da Câmara e do Senado agendada para esta terça-feira, 8, foi cancelada. O encontro foi marcado para discussão de vetos presidenciais pendentes de análise no Congresso, entre eles os do pacote anticrime e o da desoneração da folha de pagamentos.

Ao Estadão/Broadcast, o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), disse que um dos motivos para o cancelamento foi a falta de acordo sobre o veto da desoneração da folha de pagamentos. A manutenção do benefício para as empresas até 2021 foi incluída no texto de uma medida provisória pelo Congresso. O governo, no entanto, defende a regra atual, que prevê que a desoneração valerá até o fim deste ano.

Para o líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), o adiamento da discussão é uma ação “coordenada” entre o governo e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para adiar a análise do veto. “É uma ação do governo, claramente, para tentar empurrar com a barriga, mais uma vez, o veto da desoneração”, disse ao Estadão/Broadcast. Para ele, há maioria para reverter o veto de Bolsonaro.

Nesta segunda, o próprio líder do governo, Eduardo Gomes, reconheceu que o veto deve ser derrubado. Em entrevista à TV GloboNews, Gomes disse que o “Congresso conta com base muito mais sólida para apoiar o governo e as reformas” e que os vetos estão sendo negociados com a oposição. Ainda não há uma nova data para a reunião de líderes. 

Pacote anticrime. Também não há acordo em relação aos vetos à lei anticrime, bandeira do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Entre os dispositivos vetados pelo presidente Jair Bolsonaro e que podem ser resgatados pelo Congresso, está o que triplica a pena para crimes contra honra quando são cometidos pela internet.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.