Governo britânico quer ajudar Brasil nas reformas

O primeiro-ministro Tony Blair quer ajudar o Brasil e outros países latino-americanos a promoverem as reformas estruturais necessárias para a melhoria das condições sociais e econômicas da região. Esse será um dos principais temas da reunião anual de alto nível entre o responsável pela América Latina no Ministério das Relações Exteriores britânico, secretário Bill Rammell, e autoridades brasileiras, que acontecerá nas próximas terça e quarta-feiras em Brasília."O primeiro-ministro Blair quer ajudar os países latino americanos no processo de adoção de reformas, que é fundamental para o futuro da região", disse Rammell à Agência Estado. "A implementação de reformas é um processo díficil e podemos, por exemplo, colaborar na oportunidades de negócios para a América Latina na Europa." Ele lembrou que o Reino Unido é um dos principais aliados brasileiros no combate às barreiras e subsídios agrícolas na União Européia. Segundo Rammell, os primeiros meses do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "vão indo muito bem". Ele disse que durante os contatos com representantes do governo brasileiro irá "reafirmar o compromisso" de seu país com o Brasil. "Nós queremos ver o sucesso do governo Lula, em sua busca de mais justiça social e estabilidade econômica", afirmou.Outro tema que será debatido no encontro bilateral será o convite de Blair para que o presidente Lula participe entre os dias 11 e 13 de julho do congresso "Governança Progressista" na capital britânica. A governança progressista é a nova versão para a ´Terceira Via´, movimento político patrocinado na década passada por Blair, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.No encontro de Londres, em julho, líderes de governos de centro-esquerda pretendem discutir "os desafios enfrentados pela política progressista em 2003, além de futuras estratégias políticas conjuntas para resolvê-los". Segundo fontes em Brasília, Lula mostrou-se propenso a participar do encontro, mas ainda não tomou uma decisão final a respeito do tema.

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