Governo brasileiro concede direito de refúgio a atletas cubanos

Refúgio permite que estrangeiro viva no Brasil com todos os direitos de um cidadão brasileiro

Efe,

28 de setembro de 2007 | 15h17

O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) decidiu nesta sexta-feira, 28, conceder refúgio a dois atletas cubanos que desertaram durante os Jogos Pan-americanos realizados em junho no Rio de Janeiro, informaram fontes oficiais. O Ministério da Justiça, do qual depende o Conare, disse que o status de refugiados foi concedido ao jogador de handebol Rafael Costa Capote e ao ciclista Michel Fernández García, que abandonaram a delegação cubana.   Veja também:   Cronologia do caso dos boxeadores cubanos Leia íntegra do artigo de Fidel sobre os boxeadores no Granma Fidel Castro estuda ação drástica após deserção de pugilistas   Como refugiados, os atletas terão todos os direitos de qualquer cidadão brasileiro, obterão um visto de permanência definitiva no País e poderão até pedir a naturalização, disseram fontes do ministério. De acordo com as leis de refúgio, quaisquer interessados podem apelar da decisão, entre eles o próprio governo cubano, embora "não seja o usual", segundo fontes do Ministério da Justiça.   Costa Capote e Fernández García foram dois dos quatro membros da equipe cubana que deixaram a delegação durante o Pan. Os outros dois foram os pugilistas Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que foram deportados em 4 de agosto para Havana após um confuso incidente.   Rigondeaux, de 26 anos e duas vezes campeão mundial e olímpico, e Lara, de 24 e campeão mundial da categoria meio médio, desapareceram pouco antes de se apresentarem à pesagem anterior à competição nos pan-americanos. Eles foram localizados dias depois pela Polícia, mas negaram que tivessem desertado. Disseram que tinham sido enganados por um empresário que lhes ofereceu um contrato para lutar profissionalmente na Alemanha e, segundo as autoridades brasileiras, manifestaram seu desejo de retornar a Cuba.   O líder cubano, Fidel Castro, foi o primeiro a confirmar a deserção, chamou os atletas de traidores e disse que dificilmente poderiam voltar a lutar em Cuba. Fidel também acusou os Estados Unidos de estimular as deserções em troca de dinheiro. "A traição por dinheiro é uma das armas prediletas dos Estados Unidos para destruir a resistência de Cuba", escreveu em um artigo divulgado no dia 23 de julho a correspondentes estrangeiros em Havana.

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