Governo banca pesquisa sobre mulher na política

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres destinou R$ 102 mil para subsidiar uma pesquisa que diz que a população vê com bons olhos a presença de mulheres nas esferas de poder, seja como presidente, governadora, prefeita ou parlamentar. A pesquisa feita pelo Ibope em fevereiro e divulgada esta semana foi encomendada pelo Instituto Patrícia Galvão, entidade sediada em São Paulo voltada a projetos sobre direitos da mulher.Apesar de a pesquisa ter sido feita para avaliar a opinião do brasileiro sobre a lei de cotas para mulheres na política e não haver nenhuma referência a nomes de possíveis candidatos, os dados são positivos para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, principal nome do governo para suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Segundo a pesquisa, poucas pessoas (24%) conhecem a lei que prevê que os partidos devem reservar 30% da lista de candidatos para mulheres. No entanto, entre os que conhecem, não só a aprovação é alta (75%) como a maioria (83%) afirma que a presença da mulher no poder melhora a política.Dos entrevistados, 73% acham que o País ganha com a eleição de um maior número de mulheres. Nos quesitos que tentam avaliar os benefícios que a presença da mulher traria para a política, os dados são ainda mais encorajadores para Dilma. Sete em cada dez entrevistados avaliaram que a presença feminina traz mais honestidade para a política, mais compromisso com os eleitores e mais competência.

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