Governo baiano promete ajuda a vítimas de saques

O governo baiano atendeu aos apelos dos comerciantes de Salvador que tiveram suas lojas saqueadas durante a greve das polícias civil e militar, e anunciou uma série de medidas para ajudar a recuperar as empresas. Empresários e representantes de entidades do comércio participaram do ato de assinatura das medidas, hoje pela manhã, no Palácio de Ondina. O Banco do Desenvolvimento do Estado da Bahia (Desenbanco) vai oferecer R$ 20 milhões em linhas de crédito com juros bancários de 3% ao ano e cinco anos de prazo para quitação. O ICMS das empresas afetadas será parcelado em duas vezes, com vencimento em agosto e setembro, e haverá "flexibilização" na cobrança do ICMS das mercadorias usadas pelos comerciantes para repor os estoques saqueados. O presidente da Federação do Comércio da Bahia, Nélson Dahia, elogiou o governador e colocou o setor à disposição do governo para tentar recuperar a imagem da Bahia, atingida pela greve dos policiais. Ele aproveitou para cobrar do governo federal a reforma tributária, "aguardada há cinco anos e que deve reduzir os encargos das empresas para que elas possam criar mais empregos e aumentar os salários".O balanço final dos danos provocados no comércio pelos saques, segundo a entidade da categoria, registra 100 lojas saqueadas e prejuízos de R$ 7 milhões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.