Governo atribui denúncia contra Dilma a briga com oposição

José Alencar e Tarso Genro saíram em defesa da ministra sobre vazamento dos gastos de FHC

Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo,

28 de março de 2008 | 11h56

O vice-presidente da República, José Alencar, afirmou nesta sexta-feira, 28, que não existe nenhum dossiê elaborado pela Casa Civil com gastos de verbas públicas da família do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, feitos com cartões corporativos. O ministro da Justiça, Tarso Genro, adotou o mesmo discurso do vice-presidente e atribuiu o episódio à briga com a oposição e ao momento eleitoral.  Veja também: Oposição fecha cerco a Dilma sobre dossiê FHCDilma admite 'banco de dados' sobre FHC e nega dossiêBriga entre FHC e Lula antecipa debate sobre sucessão IMAGENS: Os momentos de 'amor e ódio' de FHC e Lula  ENQUETE: A CPI dos Cartões deve quebrar sigilo de Lula e FHC?  Entenda a crise dos cartões corporativos  FHC cobra dados de cartão de Lula, que reage e diz que fará sucessor Em sessão marcada por bate-boca, CPI rejeita convocação de Dilma  Ele confirmou apenas que a pasta comandada pela ministra Dilma Rousseff coletou "informações rotineiras", a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU). "Estão fazendo uma tempestade em copo d'água", disse Alencar, que participou da cerimônia em comemoração aos 64 anos da Polícia Federal.  "Não há dossiê, há uma sindicância administrativa", afirmou Tarso, depois de participar, também, da cerimônia na PF. Ele voltou a afirmar que os ânimos estão acirrados, porque este é um ano de eleições. Para Tarso, todo este episódio "está no âmbito de um contencioso político entre governo e oposição". Ele disse ainda que não cabe ao Ministério da Justiça nem à Polícia Federal investigar o assunto. "Aqui não está sendo apontado nenhum fato delituoso. É um debate político, institucional, entre governo e oposição, e o Ministério da Justiça e a PF não têm nada a ver com isso", afirmou.  "Aliás é uma luta política que ocorre em um momento eleitoral, e em um momento em que o presidente Lula tem níveis inéditos de aprovação", acrescentou Tarso, referindo-se à última pesquisa CNI/Ibope que revela que a avaliação positiva do governo Lula chegou a 58%.

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