Governo assume reforma política e envia proposta até agosto

Idéia é iniciar o debate das propostas que não sejam polêmicos; temas mais complexos ficariam para depois

Reportagem de Fernando Exman, da REUTERS

10 de julho de 2008 | 16h30

O governo pretende enviar uma proposta de reforma política ao Congresso entre o fim de julho e o começo de agosto, informaram nesta quinta-feira, 10,  os ministros da Justiça, Tarso Genro, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.  Segundo os ministros, o governo já reconhecia a necessidade de alterar o sistema político brasileiro, mas queria que o processo fosse feito pelo Congresso. Agora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu que a reforma só terá chances de sair do papel se o Executivo fomentar as discussões.  "O nosso sistema político está esgotado", declarou Tarso, que participou junto com Múcio de seminário com cientistas políticos para debater o assunto na quinta-feira. A idéia do governo é iniciar o debate das propostas que não sejam muito polêmicas, como a fidelidade partidária ou a criação de uma cláusula de barreira que reduza o poder de pequenos partidos. Temas mais complexos, como financiamento público de campanha e a formação de listas fechadas nas eleições, que mudariam a atual votação direta nos candidatos para uma votação nos partidos, ficariam para mais tarde. O objetivo do Executivo, segundo os ministros, é fortalecer os partidos políticos. "A política brasileira fulanizou-se. Hoje não há partidos, mas pessoas que se juntam por interesses comuns", comentou Múcio.

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