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Governo assinará protocolo que amplia controle de instalações nucleares

O governo federal baixou o tom na polêmica com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e vai negociar, "com tranqüilidade e sem radicalismos" o protocolo adicional, que amplia o controle das Nações Unidas (ONU) sobre as instalações nucleares do País, segundo informou nesta quinta-feira o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos.Em depoimento na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, Campos disse que até outubro estarão acertados os termos do acordo, a ser firmado em 2005 por ocasião da reunião quinquenal da agência. Ele negou que o governo esteja cedendo a pressões dos EUA. "Não há pressão. O que há são propostas. Vale o jogo dos argumentos numa discussão equilibrada", disse.Campos ressalvou que o Brasil não abre mão da sua soberania e não vai alterar a agenda nuclear. Isso inclui a conclusão da usina de Angra 3, no Rio, a produção de urânio enriquecido para o mercado interno e exportação na usina de Resende, a construção de um submarino de propulsão nuclear para a Marinha e a aplicação da tecnologia atômica na medicina e na agricultura. "A decisão do governo brasileiro é pelo avanço no programa nuclear. O Brasil já investiu muito em Angra 3 e torce para sua viabilização", informou o ministro.

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