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Governo apura escândalo da Petrobras, diz Dilma

Responsabilizada pelos partidos de oposição por ter autorizado quando presidente do Conselho de Administração da Petrobras a compra da Refinaria de Pasadena, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o pronunciamento em cadeia de rádio e TV, pelo Primeiro de Maio, para falar do escândalo que envolve a estatal.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

30 de abril de 2014 | 20h56

"Quero reafirmar o compromisso do meu governo no combate incessante e implacável à corrupção. Novos casos têm sido revelados por meio do trabalho da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, órgãos do governo federal", disse a presidente. Na terça-feira que vem deverá ser instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para apurar as denúncias de corrupção na Petrobras. O governo tem feito de tudo para evitar que a CPI prospere.

Dilma disse que entende a indignação do brasileiro com as suspeitas de corrupção. "Sei que a exposição desses fatos causa indignação e revolta a todos, seja a sociedade, seja o governo, mas isso não vai nos inibir de apurar mais, denunciar mais e mostrar tudo à sociedade, e lutar para que todos os culpados sejam punidos com rigor. O que envergonha um país não é apurar, investigar e mostrar. O que pode envergonhar um país é não combater a corrupção, é varrer tudo para baixo do tapete. O Brasil já passou por isso no passado e os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia, a covardia ou a conivência", afirmou a presidente.

Em seguida, ela falou sobre a Petrobras. E aproveitou o discurso para criticar a oposição que, segundo ela, quer destruir a empresa. "É com essa franqueza que quero falar da Petrobras. A Petrobras é a maior e mais bem-sucedida empresa brasileira. É um símbolo de luta e afirmação do nosso País. É um dos mais importantes patrimônios do nosso povo. Por isso a Petrobras jamais vai se confundir com atos de corrupção ou ação indevida de qualquer pessoa", disse a presidente no discurso. E insistiu: "O que tiver de ser apurado deve e vai ser apurado com o máximo rigor, mas não podemos permitir, como brasileiros que amam e defendem seu país, que se utilize de problemas, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem da nossa maior empresa. Repito aqui o que disse há poucos dias em Pernambuco: não transigirei, de nenhuma maneira, em combater qualquer tipo de malfeito ou atos de corrupção, sejam eles cometidos por quem quer que seja."

Dilma aproveitou o discurso para responder ainda aos partidos de oposição, que a criticam. "Não vou ouvir calada a campanha negativa dos que, para tirar proveito político, não hesitam em ferir a imagem dessa empresa que o trabalhador brasileiro construiu com tanta luta, suor e lágrimas."

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