Governo apresenta proposta sobre CPMF ao PSDB nesta 2ª

Partido é o 'fiel da balança' para aprovação da prorrogação do tributo no Senado Federal

05 de novembro de 2007 | 14h34

O governo deve fechar nesta segunda-feira, 5,  a proposta que será apresentada ao PSDB em troca de apoio a aprovação da prorrogação da CPMF, segundo a rádio CBN. Na última quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou oito propostas ao partido, como o aumento dos recursos para a área de saúde em R$ 23 bilhões em quatro anos; sendo R$ 4 bilhões já em 2008 e a isenção de pagar o tributo da população que ganha acima de R$ 1.640,00 .  O PSDB vai analisar as propostas apresentadas pelo governo nesta terça-feira, em reunião marcada pela Executiva do partido, às 19 horas. na tentativa de aprovar a prorrogação da CPMF. Antes, estão previstas reuniões das bancadas de senadores e de deputados.   Veja também:    Entenda a cobrança da CPMF  Veja as 9 propostas do governo ao PSDB para prorrogar a CPMF Governo apresenta proposta 'concreta' ao PSDB sobre CPMFMinistros fecham proposta do PSDB para votar CPMF Entenda a Emenda 29  Maioria dos governadores se alinha a Lula em esforço a favor da CPMF Veja os 5 pontos apresentados pelo PSDB para negociar a CPMF Questionando sobre a situação, por exemplo, de quem ganha R$ 3.000,00, Mantega respondeu que "neste caso, estudamos a possibilidade de abater do Imposto de Renda (IR). Estamos fazendo cálculos para ver se podemos deduzir do IR tudo o que o cidadão paga de CPMF ou se uma parte do que o cidadão paga, para quem ganha acima de R$ 1.640,00. Estamos fazendo simulações e ainda não temos respostas", disse.Mantega afirmou que encontrar uma solução para os que ganham até R$ 1.640,00 é mais fácil porque esse grupo é isento de IR. Nesse caso o governo deve instituir a isenção da CPMF por meio da redução da contribuição previdenciária, como já ocorre para quem ganha até R$ 1.140,00. Acima de R$ 1.640,00, Mantega considera que a solução é mais complexa. E, além disso, tem o inconveniente de reduzir recursos para repasses a Estados e municípios, acrescentou.var keywords = "";  O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM) cobrou do governo a "quantificação e precificação" das propostas que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou na última quarta-feira ao partido nas negociações.   Virgílio classificou as propostas apresentadas de "genéricas", mas reconheceu que há boa fé do governo nas negociações. Durante audiência pública na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa, ele disse que a aceitação ou não das propostas pelo seu partido dependerá agora do detalhamento delas. Ele disse que torce para que dê certo. "Lutaremos pela união. Vou lutar muito para que o partido seja racional e responsável", disse Virgílio.Ele disse que essa negociação inaugura um novo patamar de diálogo e que o partido está mostrando muita disposição de negociar com o governo. Para o senador o êxito da negociação dependerá do governo, "porque não tem nada de pessoal, não tem nada de fisiológico, não tem nada de diretoria de Caixa Econômica (Federal), Furnas". "Estamos discutindo o Brasil", acrescentou. Segundo o senador, as propostas que o PSDB sugere são boas para o governo.Sistema SO líder do PSDB ainda afirmou que a proposta do governo de reduzir as transferências para o Sistema S abala a credibilidade do conjunto de medidas apresentadas pelo Ministério da Fazenda para a negociação da CPMF. Essa hipótese foi apresentada como uma das propostas apresentadas pelo governo, na negociação com o PSDB. Ele disse que o sistema S - impostos arrecadados a entidades como Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc), ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), entre outras - está protegido por normas constitucionais e ressaltou que o PSDB quer propostas convincentes, com mecanismos de implementação efetiva.var keywords = "";

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