Governo apresenta proposta a professores

O governo aceitou negociar um substitutivo ao projeto delei que enviou ao Congresso estabelecendo reajustes salariais. Em vez de aumento médio de 34% na Gratificação de Estímulo à Docência (GED), o Executivo decidiu acatar pedido do Sindicato Nacional dos Docentes (Andes) de fazer aumento no salário-base. A proposta original do governo previa uma despesa extra de R$ 250 milhões. Já os professores querem R$ 330 milhões.O aumento na GED, segundo o sindicato, beneficiava mais os professores da ativa, criando mais diferença salariais com os aposentados e pensionistas que recebem 60% dessa gratificação. A proposta do Andes inclui reajuste médio de 14,5% no salário dos docentes. O aumento será praticamente linear, pois há pouca variação entre os níveis salariais.Na minuta aprovada pelas assembléias sindicais nos Estados, o comando de greve ainda pediu garantias de outras propostas já aceitas pelo governo. Exemplos: discussão da equiparação da GID, gratificação concedida aos docentes de segundo grau, à GED, abertura de novos concursos para preencher o déficit de professores e o arquivamento do projeto do Emprego Público, que previa a contratação de funcionários sem estabilidade.O texto do acordo que o governo pretende fechar ainda hoje com oslíderes da greve dos professores poderá sofrer alterações. O receio de sindicalistas e governo é a repetição de divergências nas contas como ocorreu no acordo entre o Ministério da Previdência e os grevistas do INSS. "Mais importante que o tipo de reajuste é o valor do montante de recursos para fechar o acordo", disse o deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS), relator do projeto de reajuste salarial.Era o fim pelo menos dos impasses "conceituais" entre sindicalistas e governo. O Andes abriu mão do fim das gratificações, com incorporações ao salário, e o governo, por sua vez, aceitava discutir reajustes sem levar em conta a titulação dos docentes e diferenças entre ativos e inativos.

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